14 de fev de 2014

♡ 24 Letras Por Segundo organizado por Rodrigo Rosp


Título: 24 Letras por Segundo
Páginas: 192
Editora: Não Editora
Autores: Bernardo Moraes, Monique Revillion, Rodrigo Rosp, Juares Guedes Cruz, Reginaldo Pujol Filho, Pena Cabreira, Pedro Gonzaga, Silvio Pilau, Milton Ribeiro, Eric Novello, Bruno Mattos, Diego Grando, Samir Machado de Mechado, Antônio Xerxenesky, Rafael Bán Jacobsen, Victor Paes e Márcio-André


"Você deve estar acostumado a ver filmes baseados em livros, não é? E o caminho inverso? Pois, aqui, a ideia é deixar o cinema invadir as linhas e servir de base para a criação literária."

24 Letras Por Segundo é um livro de contos de diversos escritores, em que cada um se baseou em um cineasta contemporâneo de sua preferência para escreve-lô. Antes do conto, consta uma mini biografia de cada escritor, um pouco sobre o cineasta escolhido, alguns de seus filmes e uma imagem para o leitor entrar no clima.
A capa do livro imita a de VHS e na contracapa diz assim: "ADVERTÊNCIA: O titular do direito autoral da obra literária, incluindo a trilha sonora contida na sua cabeça, destina-se exclusivamente à leitura e/ou locação para a leitura. Sem prévia e expressa autorização do titular, estão proibidas quaisquer outras formas de utilização, tais como fotocopiar, escanear ou usar como calço de mesa. A violação dos direitos exclusivos dos autores e editores, se não for crime, deveria ser." 


Na orelha do livro tem DEZ DICAS PARA CRIAR UM CONTO CINEMATOGRÁFICO (cuidado spoilers). Confesso que achei essa parte muito útil, as dicas são realmente boas e divertidas.


Cada conto trás claramente as influências do cinema, mas com a cara de cada escritor. A maioria dos escritores são de Porto Alegre - RS, por isso, alguns contos apresentam a linguagem do RS, "tu" ao invés de "você".

O conto que eu mais gostei de ler foi "Todos os homens dizem eu te amo" de Rodrigo Rosp, ele escreveu inspirado no famoso Woody Allen. Nesse conto, o personagem principal interage com o narrador em diálogos nada convencionais. 

Aliás, esses tempos li uma matéria dizendo que Woody Allen é acusado de ter estuprado uma menina, mas nada comprovado. Mas como a vida profissional não tem nada a ver com a pessoal, eu ainda admiro muito o trabalho dele no cinema.

Gostei muito desse livro, há histórias engraçadas, ficção e de terror, além do trabalho da Não Editora ser impecável. 


V, M.